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Acusado de matar filho de 3 meses é condenado a mais de 33 anos de prisão no Oeste de SC

Publicada em 02/04/19 às 09:10h - 450 visualizações

por Rádio Emy10


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 (Foto: Michel Teixeira )

Nesta segunda-feira (1) foi realizado o júri popular de Aislan Ribeiro Toldo, 23 anos, acusado de matar o próprio filho em Capinzal, no Oeste Catarinense. O julgamento aconteceu no Centro Educacional Prefeito Celso Farina sob um forte esquema de segurança montado pela Polícia Militar e Departamento de Administração Prisional (DEAP). Todas as pessoas que chegavam ao local eram revistadas e passaram por detector de metais. O júri iniciou às 9h50min e a leitura da sentença ocorreu por volta das 17h. Aislan Ribeiro foi condenado a 33 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado. O tempo máximo previsto em lei é de 30 anos.

O júri foi presidido pelo juiz Daniel Radünz. Na defesa do réu atuou o advogado Ricardo José Nodari, auxiliado pelo advogado Felipe Klein de Matos. Na acusação a promotora de justiça Marina Saade Laux, com apoio do assistente de acusação, Marco Antônio Vasconcelos Alencar Junior, advogado criminalista que anteriormente havia feito à defesa da mãe do bebê. O corpo de jurados foi formado por quatro mulheres e três homens.

A promotoria, juntamente com a assistência de acusação, foi contumaz em afirmar que não haveria dúvidas no processo quanto à culpabilidade de Aislan, que teria cometido um crime cruel e de grande comoção social.

Já a defesa do réu tentou desqualificar o crime para homicídio culposo ou maus-tratos, argumentando que não seria a intenção do pai do matar o próprio filho.

Toldo era acusado pelas agressões que mataram o bebê Bryan Hemanuel Toldo, de apenas dois meses de idade. Ele segue recolhido ao presídio regional de Joaçaba. A mãe da vítima, Vanessa Rodrigues da Silva, foi impronunciada, ou seja, não foi submetida ao júri em decisão mantida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina após o MP ter recorrido da decisão de primeira instância.

O Crime

O crime aconteceu na madrugada do dia 26 de março de 2017 na Rua Romeu Gasser, Loteamento Parizotto, quando o bebê foi encaminhado pelos avós ao hospital apresentando lesões pelo corpo. Entretanto, o bebê deu entrada já sem vida. A necropsia do Instituto Geral de Perícias de Joaçaba apontou a causa da morte por traumatismo craniano.

Conforme os autos, Vanessa disse que teria deixado o filho na sala aos cuidados do Aislan e foi dormir. Mais tarde ela foi acordada por Aislan dizendo que a criança não estava mais respirando. Aislan foi preso pela Polícia Militar no mesmo dia. Vanessa também chegou a ser presa, mas foi absolvida no decorrer do processo.

Aislan Ribeiro Toldo foi levado novamente ao presídio regional de Joaçaba. Os advogados dele informaram que ainda não decidiram se irão recorrer da sentença.

*Informações Michel Teixeira / Clic RDC




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