A Polícia Civil prendeu dois suspeitos de estuprar crianças, nesta última terça-feira, dia 28, no Oeste. De acordo com o polícia, estes não foram casos isolados. Nos cinco primeiros meses de 2018, houve um aumento de de 34,80% no número de estupros na região, na comparação com o mesmo período de 2017.
As prisões da última terça ocorreram em Abelardo Luz, onde o padrasto de uma menina de seis anos foi preso sob suspeita de tê-la estuprado, e em Chapecó, onde o tio de uma menina de nove anos, também foi detido como suspeito de ter estuprado a criança.
De janeiro a maio de 2017, foram 204 estupros, enquanto em 2018, no mesmo período são 275. Conforme a Delegacia de Proteção à Criança, Mulher e Idoso (DPCAMI), neste levantamento não há distinção entre estupro de crianças e adultos.
“A maior parte dos nossos casos, envolve estupro de vulnerável, quando a vítima tem menos de 14 anos. Na maioria dos casos, o estuprador pertence ao círculo social da vítima e se aproveita de alguma situação de fragilidade dela para praticar o abuso”, explicou o delegado da DP, Cami Tiago Escudero.
A indicação dos especialistas é de que os pais conversem com os filhos sobre o assunto. “A criança tem que ser orientada sobre os cuidados com o próprio corpo, sobre as carícias que são adequadas e as que não são. Eles precisam manter um diálogo aberto em relação a todos esses assuntos”, disse a psicóloga Jiana Gláucia Cella.
Conforme Jiana, a família deve ficar atenta a alguns sinais. “Se ela se tornou uma criança fechada, triste, passou a apresentar um comportamento que não era habitual”, completou.
No caso de uma suspeita, a denúncia deve ser imediata, para que a criança receba o atendimento necessário. “Nós precisamos proteger, cuidar das nossas crianças, elas são indefesas, elas precisam do nosso carinho e do nosso amor”, disse a advogada Francine Badin.
Do G1