Eduardo Woynham, de 23 anos, foi agredido por volta das 4h da madrugada de sábado, 19, na Avenida Getúlio Vargas, no centro de Chapecó. O jovem acredita que foi agredido apenas por um motivo: por ser homossexual.
Ele relatou que caminhava pela avenida, quando ouviu dois homens falarem "veado tem que virar homem ou morrer", em seguida foi abordado e brutalmente agredido com socos, ponta pés e coices. Os agressores diziam que ele morreria por não ser digno de ser chamado de homem.
O rapaz contou ainda que era dois homens e enquanto um lhe segurava o outro desferia os golpes. O jovem também teria sido ameaçado de morte. O ataque teria durado cerca de 10 minutos, até que um casal que passava pelo local interveio na ação.
A vítima ficou com diversos hematomas e ferimentos pelo corpo. Ele conta que só percebeu os sinais já em casa.
Eduardo não acredita em tentativa de roubo porque em nenhum momentos foi solicitado dinheiro ou objetos. Além disso, ele considera que as várias agressões verbais sobre a homossexualidade também confirmam que o crime teve essa motivação. Ele não registrou Boletim de Ocorrência sobre o caso, mas garantiu que nesta semana fará o registro para que a polícia investigue o caso e puna os autores da agressão.
Conforme a Polícia, como o jovem não houve registro da ocorrência, não havia informações do caso.A União Nacional LGBT de Chapecó publicou uma nota de repúdio em seu perfil no Facebook sobre o caso.